punk rock na área, hardcore na veia "pros" camaradas 666
Sou um cavaleiro, um viajante ativo numa revolução,
Eu carrego uma bandeira que não tem nação .
Renego a força armada e um tiro de canhão !
Sou um cavaleiro solitário, eu vou lutar sem ter armas na mão!!!
Fistt no Myspace
Uma entrevista que eu achei por aí na web com a banda...HAHA rachei!!!!AMEI!!!!( é velha, mas o que importa são as ótimas respostas do Nick!)
Fistt
Rardicó du interiô sim sinhô!
03/03/2005 | por Alessandro Ferrony
O nome FISTT é conhecido no meio hardcore nacional como umas das bandas mais ativas da cena. F. Nick (voz e baixo), Bauer (“pior guitarra”), Rudy Bitelo (“melhor guitarra”) e Lord Birão VIII (bateria) mostram ao Brasil a força do hardcore do interior paulista e começam 2005 com a expectativa de percorrer todo o país com o seu show, um dos mais elogiados pelo público de São Paulo.
Botamos o nosso chapéu de palha, calça remendada e botas sete-léguas e fomos atrás de F. Nick, líder da banda e “chefão” da Oba! Records. Confira esse animado bate-papo com exclusividade para PUNKnet.
>>> Há mais de dez anos na estrada e com um trabalho de qualidade, o FISTT goza de ótima reputação no meio under nacional, porém, ainda não conseguiu atingir popularidade semelhante a bandas como Dance Of Days, Blind Pigs, Dead Fish e Nitrominds, por exemplo. A que se deve isso? O FISTT busca essa popularidade?
F. Nick: acho meio complicado falar de popularidade ou mesmo de comparar o FISTT a qualquer uma das bandas citadas nesse quesito, pois tudo é muito relativo, tem locais que tocamos mais e locais que tocamos menos, lugares que tocamos para mil pessoas e outros que tocamos para 15, assim como todas as bandas underground. O FISTT busca divulgar seu trabalho e passar uma mensagem legal para as pessoas, e isso nos torna uma banda respeitada no meio, sempre fizemos o mesmo tipo de som, nunca precisamos nos adequar a moda ou visual, sempre fomos bem sinceros no que passamos etc. Ou seja, somos uma banda que se quiser falar merda numa música o tempo todo, continuará sendo a mesma coisa. E se quiser falar coisa séria, idem. Reflexo disso são shows lotados e nossa agenda cheia e, claro, para aqueles que reclamam de tudo, nosso sincero: “vai na fé!”.
>>> Com muitos shows no currículo, quais você poderia citar como os mais marcantes? O melhor e o pior, e por quais motivos.
F. Nick: Teve nosso último show no Hangar no final de janeiro. Gravamos algumas imagens para o novo vídeo clipe “Vezes” e foi muito legal, pois a casa estava lotada. Muita gente não conseguiu entrar. O som estava legal. Foi um dia em que tudo deu certo, mas cada show tem um lance diferente. De pior show, acho que foi um do ano passado em Taboão da Serra. Os seguranças descendo porrada na molecada e a gente tocou uma meia dúzia de músicas, o pessoal foi pra curtir e acabou rolando essa baixaria, preferimos não tocar e com certeza foi uma das piores coisas dos últimos tempos.
>>> Existe alguma diferença em dividir palco com o Down By Law e o Shelter, como aconteceu com o FISTT, e depois tocar com bandas iniciantes que geralmente não duram dois anos?
F. Nick: Eu gostei mais de tocar com o Down By Law,. Porém, dos estrangeiros, é sempre um prazer imenso tocar com o Bambix, pois já temos uma relação de amizade com eles e sem dúvida o nível técnico deles é muito bom. Você vê uma banda nacional tocando exatamente com o mesmo equipamento dos caras e na hora que eles entram, parece que mudou tudo. Acho que hoje em dia a coisa está melhorando. Já existe um consenso de profissionalismo feroz por aqui e não estamos mais devendo nada para o pessoal de fora (lógico que isso não é em todo lugar...). Das bandas iniciantes: tem muita gente que tem um objetivo de ter uma banda para se divertir, passar uma mensagem nas suas músicas e muitas outras apenas se preocupam com o que “vira ou não vira”, acredito que isso seja a grande diferença entre você ter uma BANDA ou uma “banda”. Antes de ter uma BANDA, você precisa de força de vontade (e muita paciência), com certeza isso vai determinar se você vai durar ou não.
>>> Por que o rótulo “hardcore do interior”?
F. Nick: Hardcore da roça, roça pride hehe... somos de Jundiaí, pertinho de Sampa, mas ouvimos por muito tempo coisas do tipo “ahh, de onde vocês são? Jundiaí? Tem banda nesse lugar?” Mas a coisa começou mesmo a pegar quando saiu uma matéria nossa em 98-99 em um fanzine que dizia algo do tipo “banda tipicamente do interioRR paulista com letras estúpidas, vocalista com sotaque caipira e instrumental básico”. Depois disso, deu no que deu. Mas já antes do FISTT existia um início de “roça pride” com a galera de Campinas (Muzzarelas, Acmme, etc). Entramos para dar uma reforçada no time.
>>> Mesmo com o seu trabalho à frente da Oba! Records, já tentaram lançar os álbuns da banda por algum outro selo, algum convite já foi feito?
F. Nick: Em 2001, na época em que saiu o “Finais Iguais”, fomos convidados para entrar numa grande gravadora, mas as coisas não eram tão legais assim. Ficou tudo muito enrolado e preferimos a Oba! mesmo. Aqui todo mundo sabe quantos discos venderam, pra onde foi, como é feita a distribuição, enfim, fica tudo em casa.
>>> E em relação aos clipes, existe uma parceria também com a TORO Produções?
F. Nick: Sim, todos nossos vídeos são feitos pela TORO. Além de serem ótimos profissionais, são nossos amigos também e, dessa forma, eles fazerão a coisa fluir da maneira que queremos.
>>> A língua portuguesa é adotada comercialmente pelos maiores nomes do hardcore nacional hoje em dia. Ainda assim, bandas como Street Bulldogs, Nitrominds e Garage Fuzz resistem a esse tipo de concessão e continuam tendo não só um público fiel, mas também novos admiradores. É mais fácil atingir o sucesso comercial cantando em português?
F. Nick: Com certeza, ainda mais se você estiver buscando a “massa”, hoje em dia no país se você quiser vender muito (mas muito me$mo, não números de underground), tem que ser em português. De underground nacional, pra mim as melhores bandas são ainda as que cantam em inglês, tem muita coisa legal em português também, mas também tem muitas bandas com sonoridade parecida, temas parecidos, enfim... ficou um pouco enjoativo. O lance da língua também varia com a proposta da banda. Eu, com certeza, não conseguiria imaginar o Garage Fuzz ou um Invisibles em português. Já um Blind Pigs, por ser um som mais de combate, ficou mais fácil da molecada cantar a refrãozada em português. O FISTT mesmo em inglês fica meio bravo haha, cada um faz o que sabe!
>>>> Três anos separam o lançamento do recente "Vendo as coisas como você" do álbum anterior, "Finais iguais, histórias diferentes". Qual o motivo dessa demora?
F. Nick: Preguiça, preguiça e preguiça. Somos muito vagabundos e geralmente as músicas ficam prontas quando estamos entrando para gravar. O pior é que nem dá para usar aquela desculpa de “mudamos de guitarrista”, pois aqui todo mundo é vizinho e quando Mirtão saiu da banda, o Rudy levou exatas duas semanas para tirar tudo, ensaiar e já estar tocando com a gente. Vamos ver se para o próximo disco isso muda um pouco, pois não queremos ficar mais três anos tocando as mesmas músicas.
>>> É fácil perceber a coesão do último disco, com as faixas bem integradas e a produção caprichada. Um disco feito pra se escutar do início ao fim. Outras bandas optam por gravar discos medianos, porém dotados de três ou quatro hits, que garantem boa vendagem e contratos para shows. O FISTT alguma vez já pensou em adotar essa estratégia para seus trabalhos?
F. Nick: Não, de forma alguma, não precisamos fazer isso e também nem é de nossa intenção. Demoramos muito tempo para lançar o “Vendo as coisas” e se fizéssemos um disco “médio”, com certeza seria a maior pisada na bola com nossos amigos e fãs. Já que a coisa demorou, o disco tinha que ser completo e bacana por inteiro. Eu não sou a melhor pessoa para auto-resenhar um trabalho do FISTT, mas o “Vendo as coisas”, apesar de ser um pouco mais rápido e pesado que o “Finais Iguais”, é um disco bem bacana.
>>> Quem é o modelo da capa? Algum componente disfarçado?
F. Nick: Nada... é uma foto que achamos perdida por aí e distorcemos, eu sempre achei que parecia um cara sentado numa privada ao invés dele apoiado numa parede hehehe.
>>> Você chegou a ter uma outra banda chamada RE-ID há alguns anos atrás. Esse projeto paralelo visava um trabalho sério no meio musical ou era mais uma brincadeira? Existe ainda?
F. Nick: O RE-ID foi enterrado há alguns anos, eu queria que fosse algo mais sério, mas já vi que não consigo tocar em duas bandas ao mesmo tempo. Ultimamente tenho preferido tocar alguns covers dos Ramones e Misfits com uns amigos, algo só para divertir, sem compromisso algum.
>>> O nome F. Nick é tão conhecido nacionalmente como “o cara do FISTT” tanto quanto “o dono da OBA!”. O que dá mais trabalho e o que dá mais prazer?
F. Nick: Acho que o “dono da Oba” dá mais trabalho, mas ambos são muito prazerosos, mesmo por que na Oba! não costumamos misturar o “cara do FISTT” com o “cara da Oba!”, são duas responsabilidades totalmente diferentes e o FISTT dentro da Oba! é uma banda como as outras do cast, costumo deixar as coisas bem separadas.